Ir para o conteúdo
Conteúdo educacional

SARPAS: como se organizar para solicitar o voo

O SARPAS é o sistema do DECEA para solicitação de acesso ao espaço aéreo por aeronaves não tripuladas. Este guia é educacional e organiza o que preparar antes de cada pedido.

Atualizado em 07 de agosto de 2026 · 7 min de leitura

O que é o SARPAS

O SARPAS é o sistema pelo qual o operador solicita ao DECEA a autorização de acesso ao espaço aéreo brasileiro. A regra aplicável é a ICA 100-40, edição 2026, em vigor desde 1º de julho de 2026.

Quando a solicitação é necessária

A norma parte do princípio de que nenhuma aeronave não tripulada acessa o espaço aéreo brasileiro sem autorização, e estende expressamente essa exigência às aeronaves com peso máximo de decolagem de até 250 g. A dispensa que existia na edição anterior para drones leves foi revogada.

A única exceção prevista é a operação recreativa realizada em Espaço Aéreo Condicionado destinado especificamente a voos recreativos de aeromodelos.

A mesma edição revogou o tratamento separado que existia para o aeromodelismo. Operações recreativas e profissionais passaram a seguir o mesmo conjunto de regras de autorização.

Pré-requisito

A aeronave precisa estar cadastrada no SISANT para aparecer no SARPAS. Sem o cadastro na ANAC, não há como submeter a solicitação ao DECEA.

O que organizar antes do pedido

A qualidade do planejamento reduz recusas e retrabalho. Antes de abrir a solicitação, organize os dados da operação.

  • Local exato, raio e altura pretendida da operação.
  • Data e janela de horário.
  • Perfil da operação, entre as opções previstas pelo sistema.
  • Tipo de voo: dentro da linha de visada ou além dela.
  • Identificação do piloto e da aeronave.

Prazos e análise

Voos simples, diurnos, dentro da linha de visada e fora de áreas restritas tendem a receber resposta rápida. Operações além da linha de visada, acima de 120 metros ou em espaço segregado passam por análise e exigem antecedência.

Em área urbana, a solicitação frequentemente intercepta zonas de aeródromo e áreas de restrição de voo. Nesses casos o sistema acusa o conflito e a aprovação pode depender de coordenação formal com o responsável pela área.

Onde isso costuma dar errado

O erro mais comum não é técnico, é de planejamento. Pedido genérico, raio mal dimensionado e antecedência insuficiente são as causas mais frequentes de recusa e retrabalho.

Continue no site

Ficou com dúvida sobre o seu caso?

Fale com a equipe XDRONES para orientação sobre datas, vagas e a formação adequada ao seu objetivo.

Falar com a XDRONES
WhatsApp